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quinta-feira, 3 de março de 2011

Dia 062: Deuteronômio 14-17

Diversão sim!

O capítulo 14 revisa a parte da Lei que trata dos animais puros e impuros. Havia uma lista de animais que poderiam ser comidos, e outros que deveriam ser desprezados. Regras bem definidas, para que ninguém errasse. Por que Deus havia ordenado isso? Bom, sinceramente eu não sei ao certo. O que eu sei é que, provavelmente, isso era uma questão de saúde pública, uma vez que muitos dos animais na lista dos proibidos são conhecidos vetores de doenças.

Mas o destaque é o versículo 26, sem dúvida alguma:

"E ali, na presença do SENHOR, nosso Deus, vocês e as suas famílias comam essas coisas e se divirtam à vontade."

Moisés ordena, literalmente, que as pessoas se divirtam! A NVI diz "alegrem-se na presença do Senhor!" Isso é uma coisa muito legal! Muitas pessoas têm uma visão errada dos cristãos, pensando que "crente" não se diverte! Mano, pelo contrário! Hoje mesmo vivi momentos maravilhosos com grandes amigos - isso sem precisar de uma gota de álcool, sem falar imoralidade, nem ferir alguém!

Deus gosta quando vê seus filhos bem, alegres, numa boa! Vamos analisar o contexto: todos os anos, os israelitas deveriam oferecer a Deus 10% de suas colheitas. Repare que essa oferta não era dada aos sacerdotes, mas sim aproveitada por quem foi abençoado. Comer e beber na presença do Senhor é um jeito de agradecer a Ele pelas coisas que foram recebidas por meio da Sua graça... Se você curte a vida de um jeito correto, você está dizendo pra Deus: "Senhor, valeu! Você é demais!" Resumindo: diversão não é pecado, desde que seja algo saudável e que agrada a Deus!

Generosidade



Engraçado que judeu é conhecido por ser "mão-de-vaca". Bom, eu não sei se esse apelido procede, e até me surpreende, porque em toda a Bíblia (e principalmente na Torá), Deus manda ser generoso (8). E mais: Deus diz que não ajudar alguém por duvidar que essa pessoa um dia irá retribuir é um mau pensamento que deve ser afastado da mente (9). A verdadeira generosidade, diz Moisés, é quando você dá sem esperar receber nada em troca; você estende a mão genuinamente - não com tristeza ou por obrigação. Assim Deus (que nunca deixou de cumprir promessas) vai te abençoar, para que você possa também continuar abençoando os outros (10).

Observe também o verso 11: sempre, veja bem, sempre, haverá pessoas passando necessidade no mundo. Exerça hoje mesmo a sua generosidade!

Festa, festa, festa!

As festas eram ocasiões em que os israelitas se reuniam para louvar a Deus. Ali, eles se lembravam dos feitos e dos fatos históricos; contavam as bênçãos e ofereciam a Deus suas vidas. Pediam chuvas para uma boa colheita. Repassavam as leis. Eram eventos nacionais! Festas que duravam semanas, que tinham feriados! Um tempo de comunhão e consolidação dos judeus como povo - e mais: como povo de Deus!

Os israelitas deveriam se reunir pelo menos 3 vezes ao ano: na Páscoa, na Festa da Colheita e na Festa das Barracas. Saiba mais aqui.

Respeito às autoridades

Os juízes e os sacerdotes eram autoridades. Eles resolviam as questões do dia-a-dia e também aquelas mais difíceis. A palavra deles era lei e deveria ser obedecida à risca (8-11). Mas se alguém resolvesse não cumprir o que tinha sido dito, deveria ser morto, para servir de exemplo aos outros (12-13). Coisa séria! Por isso, cuidado quando for falar mal de alguma autoridade. Todas elas são colocadas por Deus em sua vida, por algum motivo específico: seus pais, professores, pastor... até a presidenta!

Características de um bom líder

Atenção: alerta de profecia. No verso 14, Deus revela a Moisés que os israelitas iriam desejar ter um rei, para se tornarem parecidos com os outros povos... e isso aconteceu mesmo, uns 450 anos depois!!!

E então Deus dá as características de um bom rei, de uma autoridade que é boa para seus subordinados... qualidades de um bom líder (15-20):

- Indicado por Deus.
- Israelita (ou, à luz do Novo Testamento, cristão).
- Não coloca sua confiança no poderio militar, afinal é Deus quem dá a vitória.
- É fiel à sua esposa.
- Não é ganancioso, nem procura juntar riquezas às custas do povo.
- É temente a Deus e busca conselhos na Bíblia.
- Cumpre os mandamentos do Senhor.

Esse aí é o cara (ou "a cara") que será abençoado(a).


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Dia 041: Levítico 22-24

Ser levita era coisa séria

A atividade do sacerdócio, instituída por Deus e passada para o povo através de Moisés, era coisa muito séria. Para oferecer sacrifícios, o sacerdote tinha que estar 100% puro, sem nenhum pecado. Caso algum descendente de Arão apresentasse ofertas sem estar limpo diante de Deus, seria banido do serviço para sempre (3).

Há uma lição importante aí: quando estamos em débito com o Senhor, melhor evitar "apresentar ofertas". Quero dizer, é melhor buscar o perdão antes do serviço. Servir a Deus é um privilégio, uma bênção que precisa ser levada a sério... Não se pode subir no palco da igreja, tocar um instrumento, cantar, apresentar-se diante do altar, com o coração pesado e sujo, cheio de pecado... Deus dá valor ao caráter, antes das tarefas... Que princípio duro, mas verdadeiro!

Povo festeiro

Judeu curte uma festinha! São sete as festas principais: a Páscoa, a dos Pães sem Fermento, a da Primeira Colheita, a da Colheita, a do Ano Novo, o Dia do Perdão e a Festa das Barracas... ufa!

Encontrei na internet estas interessantes figuras, que ajudam a entender o calendário judaico e a organização das festas, na época de Moisés (clique para ampliar).


http://teologiatotal.blogspot.com/

Blasfêmia

Este capítulo narra a história de um homem, filho de um egípcio e de uma israelita chamada Selomite (10-23). Esse cara estava discutindo com um israelita e, no calor do momento, amaldiçoou o nome de Deus. O nome de qualquer pessoa é uma coisa muito sagrada para os israelitas, imagine o nome do Senhor! Resumo da situação: o tal meio-judeu-meio-egípcio foi morto a pedradas...

O que eu quero destacar é o verso 12: o homem foi preso, coisa muito incomum para a época! E mais: quem decidiu a parada foi o próprio Deus! Lição: melhor não mexer com quem um dia vai te julgar...


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dia 033: Levítico 1-4

Um desafio dentro do Desafio
Leia: Levítico 1, 2, 3 e 4

O livro de Levítico é um grande teste. Sem dúvida, é o maior desafio para a leitura bíblica completa. Se você conseguir se manter firme através do estudo de Levítico, os outros livros serão "fichinha" pra você. O fato é que não há livro mais complicado de ler do que esse que começaremos hoje (ok, talvez os livros de Crônicas...)!

Levítico tem o objetivo de fixar as normas para a atividade dos sacerdotes. Dá uma série de ordenanças e leis que os israelitas precisavam obrigatoriamente seguir, sem exceção. À primeira vista, parece um grande apanhado de tradições sem sentido, mas tenha em mente que Deus não dá ponto sem nó, não faz NADA sem que haja uma razão, ainda que essa razão não esteja clara para nós num determinado momento. Lembre-se de que toooooda a Bíblia é inspirada por Deus e útil (2 Timóteo 3:16-17). Isso significa que cada palavra escrita e preservada durante milênios serve para a sua vida, de alguma forma.

Por falar nisso, vamos ver o que podemos aprender com esse comecinho de Levítico?

 
O perdão dos pecados

O pecado nos afasta de Deus. Quando Deus disse que, quando pecasse, o primeiro casal morreria, Ele estava falando sério! Por causa do pecado, estamos distantes da graça de Deus e não há nada que possamos fazer para que alcancemos a salvação. Hoje, o sacrifício de Jesus Cristo na cruz pagou o preço pela nossa vida, mas no Velho Testamento Jesus ainda não tinha vindo à terra. E como o resultado de todo pecado é morte, apenas o derramamento de sangue tiraria a marca da morte da alma do povo. Assim, Deus criou os sacrifícios de animais. Os animais tomariam o lugar do ser humano, que tem muito mais valor para Deus. Por isso o pecador tinha que colocar as mãos sobre o animal (1:4), como se estivesse transferindo para o bicho a culpa. E foi exatamente isso que Jesus fez depois... e é por isso que hoje os cristãos não sacrificam mais animais.
As ofertas de animais serviam principalmente para o perdão dos pecados, e as ofertas de cereal eram uma forma de agradecer a Deus pela fartura (2:2). Os cereais tinham que ser os primeiros da colheita (2:12) e não podiam ser misturados com o fermento (2:11), porque o fermento representava o pecado (lembra da primeira Páscoa???).

A maior parte dos cereais ficavam com os sacerdotes, pois eles serviam exclusivamente na Tenda. Assim, eles lançavam um pouco sobre o altar, para que todos soubessem que toda a oferta pertencia a Deus, e ficavam com o resto (2:2-3).

Uma coisa interessante é observar que, dependendo da posição da pessoa, o tamanho do animal variava, quando se tratava de um pecado cometido sem intenção e posteriormente descoberto: o Grande Sacerdote teria que sacrificar um touro (4:1-3); o povo todo, também (4:13-14); uma autoridade deveria sacrificar um bode (4:22-23); e uma pessoa comum, uma cabra (4:27-28).


sábado, 22 de janeiro de 2011

Dia 022: Êxodo 12-14

Esta postagem é uma contribuição fantástica da @JoelmaSanMelo.
Se você gostaria de participar com a gente, deixe um comentário ou me mande um email!


A primeira Páscoa
Leia: Êxodo 12

Deus estava preparando uma festa, mas não era uma festa qualquer. Seria a primeira Páscoa, e tudo deveria sair perfeito, pois seria o marco da libertação dos israelitas do Egito. Como toda festa deve ser planejada, a páscoa não poderia ser diferente. Deus deu instruções que o povo deveria seguir à risca, pois isso salvaria a vida de todos! A instrução era que o povo sacrificar um animal macho, sem defeitos e comerem em comunhão, (caso a família não fosse suficiente para comer todo o animal), deveria se juntar a família vizinha (4). Ainda teve a instrução de não deixar sobrar nada (10). Deus estava preparando o povo para o êxodo, e para a realização da décima e última praga. Páscoa significa passagem (do hebraico Pessach, no grego Πάσχα). Esse foi o marco êxodo dos hebreus.

O sangue que foi drenado do animal sacrificado deveria ser passado nas vigas da porta como sinal de separação, para que a praga de destruição não passasse naquela família (13). Se você parar para pensar, verá que a primeira páscoa celebrada, era um anúncio do sacrifício de Jesus, pois ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. (João 1.29) O sangue significa vida! Por isso Jesus teve que morrer e derramar o seu sangue por nós. (Mas isso veremos mais adiante!).

A Morte dos Primogênitos

Até que isso poderia ser evitado, mas Faraó foi obstinado em seu coração para não obedecer ao Senhor, então Deus teve que mostrar sua Soberania, já que as outras pragas não foram suficientes para que os egípcios entendessem isso. O legal é ver o quanto Deus se importa com o seu povo, o cuidado em orientá-los para que nada desse errado (24).

Moisés orientou a todas as autoridades de Israel para que fizessem exatamente como lhes havia sido dito. E assim fizeram. O Senhor passou pela cidade e viu as portas que tinha sangue em suas vigas, e poupou os primogênitos do seu povo, mas dos filhos dos egípcios não foi poupado nenhum. Nem os primogênitos dos animais egípcios escaparam da praga da destruição! No verso 30 diz que houve um grande pranto no Egito, pois não havia nenhuma casa que não tivesse um morto.

Enfim... livres!


Depois da dor causada pela perda do filho, faraó mandou chamar Moisés e Arão e disse para que eles saíssem, juntamente com todos os hebreus, e fossem oferecer culto ao Senhor. E ainda pediu que orasse por ele! (31-32). O legal nessa história é que, após a dor da perda, os egípcios ajudaram os israelitas com presentes como ouro e prata. (36). No dia em que completaram 430 anos de cativeiro, os israelitas foram libertos.

O primeiro é meu!!!

Leia: Êxodo 13

Deus disse para que Moisés instruísse o povo a celebrar esse dia todos os anos, pois este é o dia da libertação. A celebração seria como foi feito na páscoa, essa seria a páscoa do Senhor para lembrar que Israel foi liberta! E eles deveriam fazer exatamente como foi feito no dia do êxodo. Essa festa serviria de memorial!


Deus disse também para separarem o primogênito macho, desde o filho até a cria dos animais. Todos seriam do Senhor. (12) Isso servia para lembrar que, quando o Senhor foi libertá-los do Egito, matou todos os primogênitos entres os egípcios.

Por aqui é melhor

Deus não guiou o povo pela rota dos Filisteus na saída do Egito, antes fez o povo dar voltas pelo deserto, pois pensou “Se eles defrontarem com a guerra, talvez se arrependam e voltem para o Egito” (17). Mesmo o povo estando preparado para lutar.


Nessa passagem vemos que Moisés cumpriu a palavra quando saiu do Egito e levou os ossos de José, pois este tinha feito jurarem que quando, Deus os libertassem, levariam seus ossos para serem sepultados na terra que Deus havia prometido a Abraão, Isaque e Jacó (Gên. 50.24).

Ah, aqui vemos mais uma vez a preocupação e o cuidado de Deus com o seu povo. Quando era dia, e o sol queimava a tudo no deserto, Deus ia adiante deles numa coluna de nuvem, e a noite numa coluna de fogo que iluminava o caminho para que eles continuassem a caminhar mesmo a noite (21-22).

Larga do meu pé!

Leia: Êxodo 14

Deus libertou o povo hebreu do Egito, mas Faraó não ficou satisfeito e caiu na real de que havia perdido todos os escravos, então ordenou aos capitães que preparassem as carruagens de guerra para irem atrás dos israelitas (5-6). O Senhor permitiu isso para que o Seu nome fosse glorificado e o os egípcios entendessem que Ele é Senhor (4). Faraó e seus cavaleiros partiram ao encontro dos israelitas.

Abre o mar que vamos passar!

Faraó partiu com tudo pra cima de Moisés e do povo. Não estava nada feliz em perder as mordomias que os escravos lhes proporcionavam. O que me deixa chateada é que o povo via o cuidado de Deus, suas manifestações... O próprio Deus estava com eles pessoalmente (Uma força de expressão, tá?), e ainda assim, ‘esses caras’ reclamavam tanto (11-12). Já pensou nessa situação: Deus está te tirando lá do ‘bodozal’ e te levando pra um lugar maravilhoso e você fica reclamando dizendo que era melhor estar na ‘pindaíba’? (Ah, me poupe! Ow, povinho ingrato!)

Moisés todo paciente manda o povo se acalmar e descansar, pois a batalha era de Deus (13-14). O Senhor mandou que Moisés estendesse a vara em direção do mar para que este se dividisse e o povo passasse a pés seco! Já pensou na cena: Você fugindo do seu inimigo, Deus guerreando por ti, e na sua frente se abrindo um mar para você passar? Pense no privilégio! Só de pensar me dar um arrepio!

Fico pensando o que passou na cabeça dos egípcios quando viram o ‘marzão’ se dividindo em dois... (Eu piraria vendo uma cena dessas!!!). Mas enfim, faraó e seus cavaleiros acharam que seriam beneficiados com esse fenômeno, mas esqueceram que eram os adversários! (Que burros, dá zero pra eles!)

Quando os egípcios estavam passando pelo mar aberto ficaram confusos (Deus confundiu a cabeça deles, e os carros começaram a apresentar problemas) (25-26), ai eles entenderam que o Senhor estava lutando por Israel e tentaram fugir, mas era tarde demais. Deus ordenou que Moisés estendesse a mão para que o mar fosse fechado e encobrisse os egípcios, matando a todos. Engraçado é que só depois dessa vitória foi que o povo reconheceu o poder do Senhor, e passou a confiar nele, e também em Moisés, servo de Deus. (31).