segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Dia 024: Êxodo 17-19


Tirando àgua de pedra
Leia: Êxodo 17

É sexta-feira. Seu patrão chega no fim do expediente e pede um relatório. Você diz que sim, mas por dentro pensa: “Esse cara quer que eu tire água de pedra!” Esse ditado antigo, que em algumas regiões muda de versão, com leite no lugar da água, pode muito bem ter sua origem no texto de hoje (1-7). Tirar água da pedra significa fazer milagre, tentar resolver uma situação muito difícil, conseguir recursos de onde aparentemente não há nada. E foi isso que Moisés fez, quando o povo de Israel abriu o bocão para reclamar, de novo! Moisés, coitado, ficava numa “sinuca-de-bico” danada, entre Deus e o povo. Mas daí reconhecemos outra verdade sobre liderança: quando as coisas vão bem, você pode até ser elogiado, mas se algo dá errado... aaaaaahh! O líder é o primeiro a tomar pedrada!

Ergueeeei, as mãaaos...

Israel perambulava no deserto, cheia de gado, ouro e outros badulaques de valor trazidos do Egito. Uma multidão de escravos, sem treinamento para a guerra. Um bando de foragidos. Presa fácil, certo? Pensando nisso, os amalequitas, nação beligerante e ávida por tesouros, resolveu cair matando pra cima dos judeus. Foi a primeira batalha que Israel enfrentou (e olha que serão muitas ao longo da Bíblia e até hoje!!!). É a primeira vez também que a Bíblia cita o nome de Josué, que posteriormente vai ocupar o lugar de Moisés como líder do povo de Deus.

E acontece uma coisa bem legal aqui. Enquanto Moisés ficava com os braços levantados, segurando seu cajado (sim, aquele mesmo, o que virou cobra, o que abriu o mar, o que tirou água da rocha) o povo de Israel – sem treinamento, sem armas... lembra? – vencia. Quando Moisés abaixava os braços, os amalequitas venciam... Moisés, coitado, cansou. O sangue desceu né? Solução: Arão e Hur seguraram os braços do homem até o dia acabar, e assim Israel venceu. Outra lição importante: todo líder precisa de pessoas de confiança para segurar a onda quando o cansaço bate! (8-16)

O princípio do “empowerment”
Leia: Êxodo 18

A Bíblia lança as bases da Administração. Consigo ver em várias passagens princípios que até hoje são aplicados nas organizações. Isso porque eu sou administrador. Se você for médico, com certeza encontrará princípios de medicina; se for advogado, vai achar bases do direito; se for professor, de pedagogia... e assim por diante, porque a Bíblia é uma coisa viva, uma Palavra que fala especificamente a cada um. E pra mim, aqui ela tá falando de Administração (hehehe).

Jetro, sogrão de Moisés, veio encontrá-lo (1-6). No dia seguinte, depois de jogar conversa fora e falar sobre as peripécias do povo (7-9), Jetro percebeu que Moisés passava o tempo todo julgando os problemas do povo e ensinando as leis de Deus. Moisés estava agoniado, sem tempo pra nada. Ele centralizava tudo e assim tornava todo o processo muito lento e pesado, tanto para ele quanto para o povo (13-18). Jetro, um cara sagaz, deu um ótimo conselho a Moisés: “empoderar” (19-27). O empowerment, palavra de origem inglesa e difícil tradução, significa, no vocabulário da Administração, “delegar”, “dar poder”. É uma forma de compartilhar responsabilidades para gerar comprometimento e descentralizar os processos, dando assim maior velocidade e eficiência nos processos decisórios da organização. Seguindo o conselho do sogro, Moisés delegou funções, conforme o organograma abaixo:

Desafio365 - O Conselho de Jetro
Muito show de bola, né? Assim, Moisés tinha mais tempo para a família, mais tempo para se dedicar ao estudo e ensino dos mandamentos de Deus, mais tempo para descansar!!! E o povo não precisava esperar tanto para ter uma questão resolvida.

Agora veja os pré-requisitos para ser um líder em Israel, naquela época (21): pessoas capazes, tementes a Deus, confiáveis e honestos... em TUDO! Será que você seria um dos escolhidos para liderar o povo junto com Moisés? O que está faltando?

Contagem regressiva para os Dez Mandamentos
Leia: Êxodo 19

Neste capítulo, Deus começa a preparar o terreno para firmar as bases da ética e da moral cristã: os Dez Mandamentos. O povo deveria se purificar e guardar distância segura do monte Sinai. Apenas Moisés poderia subir. O povo renovou os votos de obediência a Deus e Moisés foi ouvir o que Ele tinha para dizer...


Alterações na conta Google

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Dia 023: Êxodo 15-16

Maestro... Música!
Leia: Êxodo 15

Depois de atravessarem o Mar Vermelho e verem com os próprios olhos as maravilhas que Deus havia feito no Egito, os israelitas passaram a crer nEle, e em Moisés (Êxodo 14:31). E para comemorar a façanha, Moisés e Miriam, sua irmã - muito provavelmente aquela que acompanhou o cesto de Moisés no rio Nilo, até a casa da filha de Faraó, e foi sagaz ao colocar a mãe como babá do próprio filho - soltaram o gogó e cantaram, louvando a Deus.

Entre os versos 1 e 21, Moisés e Miriam exaltam o poder e a justiça de Deus, e a forma fantástica com a qual Ele livrou seu povo das garras do inimigo. Rolou uma festa santa!

Repare que os objetivos de Deus com as pragas e com a abertura do Mar Vermelho foram alcançados. Todo o povo que vivia naquela região passou a temer os israelitas (14-16). Todos os planos de Deus dão certo!

Amargura

Os israelitas chegaram, sedentos, a um lugar onde a água era amarga e ruim de beber. Eles reclamaram com Moisés. Moisés orou a Deus em voz alta, e Deus mostrou um toco. Quando Moisés jogou esse pedaço de madeira na fonte, a água ficou boa. Aprendemos uma boa lição nos versos 22 a 27. A história da peregrinação de Israel pelo deserto é uma aula sobre o cuidado que Deus tem com aqueles que Ele ama. Deus transformará água ruins em boas. Momentos de tristeza e dificuldade serão por Ele transformados para o seu bem. Basta você crer nisso! E logo depois disso, Deus levou o povo para um lugar onde havia sombra e água fresca...

Central de Reclamações
Leia: Êxodo 16 


O povo de Israel mostra a característica que marcaria para sempre sua temporada no deserto, em busca da terra prometida: a ingratidão. Mesmo sendo testemunha ocular das coisas incríveis que Deus fez, Israel parecia não confiar no poder do Senhor para sustentá-los. Chegaram a desejar voltar ao Egito, retornar à escravidão (2-3). Preferiam sofrer castigos do que privações. Isso é um retrato daqueles que se sentem em dúvida sobre seguir ou não a Bíblia. Será que você prefere viver escravo do pecado, a ter uma vida correta? Será preciso abrir mão de algumas coisas para seguir a Deus... Você vai sair da sua "zona de conforto". Será que você é como o povo de Israel, que preferia o chicote?


Moisés manda a real pro povo e afirma que era contra Deus que os israelitas estavam reclamando, e não contra ele, porque era apenas um instrumento, nada mais (7-8). Deus enviou uma verdadeira chuva de comida: à tarde, carne de aves; de manhazinha, maná. O maná vinha como o orvalho durante a madrugada, e tinha gosto doce (31).

Deus não precisa provar nada para ninguém. Mesmo assim, Seu zelo e nosso ceticismo fazem com que Ele dê diversas demonstrações do Seu poder, para que a gente acredite nEle.

Desobediência

Deus disse: "Não seja olho grande. Não pegue mais do que precisa, nem guarde para amanhã..." Mas o povo desobedeceu (19-20). Deus disse: "Peguem o dobro no sexto dia, e não saiam para pegar nada no sábado, porque é dia de descanso." E o povo desobedeceu de novo (21-29). Ô cabeça-dura!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Dia 022: Êxodo 12-14

Esta postagem é uma contribuição fantástica da @JoelmaSanMelo.
Se você gostaria de participar com a gente, deixe um comentário ou me mande um email!


A primeira Páscoa
Leia: Êxodo 12

Deus estava preparando uma festa, mas não era uma festa qualquer. Seria a primeira Páscoa, e tudo deveria sair perfeito, pois seria o marco da libertação dos israelitas do Egito. Como toda festa deve ser planejada, a páscoa não poderia ser diferente. Deus deu instruções que o povo deveria seguir à risca, pois isso salvaria a vida de todos! A instrução era que o povo sacrificar um animal macho, sem defeitos e comerem em comunhão, (caso a família não fosse suficiente para comer todo o animal), deveria se juntar a família vizinha (4). Ainda teve a instrução de não deixar sobrar nada (10). Deus estava preparando o povo para o êxodo, e para a realização da décima e última praga. Páscoa significa passagem (do hebraico Pessach, no grego Πάσχα). Esse foi o marco êxodo dos hebreus.

O sangue que foi drenado do animal sacrificado deveria ser passado nas vigas da porta como sinal de separação, para que a praga de destruição não passasse naquela família (13). Se você parar para pensar, verá que a primeira páscoa celebrada, era um anúncio do sacrifício de Jesus, pois ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. (João 1.29) O sangue significa vida! Por isso Jesus teve que morrer e derramar o seu sangue por nós. (Mas isso veremos mais adiante!).

A Morte dos Primogênitos

Até que isso poderia ser evitado, mas Faraó foi obstinado em seu coração para não obedecer ao Senhor, então Deus teve que mostrar sua Soberania, já que as outras pragas não foram suficientes para que os egípcios entendessem isso. O legal é ver o quanto Deus se importa com o seu povo, o cuidado em orientá-los para que nada desse errado (24).

Moisés orientou a todas as autoridades de Israel para que fizessem exatamente como lhes havia sido dito. E assim fizeram. O Senhor passou pela cidade e viu as portas que tinha sangue em suas vigas, e poupou os primogênitos do seu povo, mas dos filhos dos egípcios não foi poupado nenhum. Nem os primogênitos dos animais egípcios escaparam da praga da destruição! No verso 30 diz que houve um grande pranto no Egito, pois não havia nenhuma casa que não tivesse um morto.

Enfim... livres!


Depois da dor causada pela perda do filho, faraó mandou chamar Moisés e Arão e disse para que eles saíssem, juntamente com todos os hebreus, e fossem oferecer culto ao Senhor. E ainda pediu que orasse por ele! (31-32). O legal nessa história é que, após a dor da perda, os egípcios ajudaram os israelitas com presentes como ouro e prata. (36). No dia em que completaram 430 anos de cativeiro, os israelitas foram libertos.

O primeiro é meu!!!

Leia: Êxodo 13

Deus disse para que Moisés instruísse o povo a celebrar esse dia todos os anos, pois este é o dia da libertação. A celebração seria como foi feito na páscoa, essa seria a páscoa do Senhor para lembrar que Israel foi liberta! E eles deveriam fazer exatamente como foi feito no dia do êxodo. Essa festa serviria de memorial!


Deus disse também para separarem o primogênito macho, desde o filho até a cria dos animais. Todos seriam do Senhor. (12) Isso servia para lembrar que, quando o Senhor foi libertá-los do Egito, matou todos os primogênitos entres os egípcios.

Por aqui é melhor

Deus não guiou o povo pela rota dos Filisteus na saída do Egito, antes fez o povo dar voltas pelo deserto, pois pensou “Se eles defrontarem com a guerra, talvez se arrependam e voltem para o Egito” (17). Mesmo o povo estando preparado para lutar.


Nessa passagem vemos que Moisés cumpriu a palavra quando saiu do Egito e levou os ossos de José, pois este tinha feito jurarem que quando, Deus os libertassem, levariam seus ossos para serem sepultados na terra que Deus havia prometido a Abraão, Isaque e Jacó (Gên. 50.24).

Ah, aqui vemos mais uma vez a preocupação e o cuidado de Deus com o seu povo. Quando era dia, e o sol queimava a tudo no deserto, Deus ia adiante deles numa coluna de nuvem, e a noite numa coluna de fogo que iluminava o caminho para que eles continuassem a caminhar mesmo a noite (21-22).

Larga do meu pé!

Leia: Êxodo 14

Deus libertou o povo hebreu do Egito, mas Faraó não ficou satisfeito e caiu na real de que havia perdido todos os escravos, então ordenou aos capitães que preparassem as carruagens de guerra para irem atrás dos israelitas (5-6). O Senhor permitiu isso para que o Seu nome fosse glorificado e o os egípcios entendessem que Ele é Senhor (4). Faraó e seus cavaleiros partiram ao encontro dos israelitas.

Abre o mar que vamos passar!

Faraó partiu com tudo pra cima de Moisés e do povo. Não estava nada feliz em perder as mordomias que os escravos lhes proporcionavam. O que me deixa chateada é que o povo via o cuidado de Deus, suas manifestações... O próprio Deus estava com eles pessoalmente (Uma força de expressão, tá?), e ainda assim, ‘esses caras’ reclamavam tanto (11-12). Já pensou nessa situação: Deus está te tirando lá do ‘bodozal’ e te levando pra um lugar maravilhoso e você fica reclamando dizendo que era melhor estar na ‘pindaíba’? (Ah, me poupe! Ow, povinho ingrato!)

Moisés todo paciente manda o povo se acalmar e descansar, pois a batalha era de Deus (13-14). O Senhor mandou que Moisés estendesse a vara em direção do mar para que este se dividisse e o povo passasse a pés seco! Já pensou na cena: Você fugindo do seu inimigo, Deus guerreando por ti, e na sua frente se abrindo um mar para você passar? Pense no privilégio! Só de pensar me dar um arrepio!

Fico pensando o que passou na cabeça dos egípcios quando viram o ‘marzão’ se dividindo em dois... (Eu piraria vendo uma cena dessas!!!). Mas enfim, faraó e seus cavaleiros acharam que seriam beneficiados com esse fenômeno, mas esqueceram que eram os adversários! (Que burros, dá zero pra eles!)

Quando os egípcios estavam passando pelo mar aberto ficaram confusos (Deus confundiu a cabeça deles, e os carros começaram a apresentar problemas) (25-26), ai eles entenderam que o Senhor estava lutando por Israel e tentaram fugir, mas era tarde demais. Deus ordenou que Moisés estendesse a mão para que o mar fosse fechado e encobrisse os egípcios, matando a todos. Engraçado é que só depois dessa vitória foi que o povo reconheceu o poder do Senhor, e passou a confiar nele, e também em Moisés, servo de Deus. (31).

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Dia 021: Êxodo 7-11

As pragas do Egito
Leia: Êxodo 7, 8, 9, 10 e 11

Moisés fez o que Deus mandou e foi conversar com o Faraó. Fez isso várias vezes. Mas o rei do Egito não queria saber de papo e não deixava o povo de Israel ir embora. Com o coração endurecido, Faraó sofreu as conseqüências. Foram 10 as pragas enviadas por Deus para castigar o Faraó:


Teimoso como uma mula
  
Teimosia custa caro. Observe que, no finzinho de cada descrição das pragas, a Bíblia cita que Faraó continuava teimoso, ou de "coração duro". Melhor seria dizer "cabeça-dura"! Quantas e quantas vezes nós não fazemos o mesmo? Não ouvimos a voz de Deus, nem cumprimos com a Sua Vontade, e continuamos a fazer as coisas do nosso jeito? Quantas vezes batemos com a cara na parede, por não agir corretamente, mesmo com Deus gritando na nossa orelha que aquele caminho é o errado? Não podemos deixar que a teimosia do Faraó nos contamine...

Dê uma olhadinha nos versos 34 e 35 do capítulo 9. Interessante como Faraó pedia desculpas e implorava para que Moisés orasse a Deus e o livrasse das pragas (9:27-28), mas assim que o problema passava, voltava a pecar! Eita que eu acho que o tal Faraó tinha o meu nome!!! Ou o seu! Você pode lembrar de algum momento difícil em que buscou muito a Deus, mas quando Ele te livrou você simplesmente se esqueceu dEle??? Ai!

Revezamento

Você com certeza já assistiu a uma daquelas corridas de revezamento, em que um corredor passa o bastão para o outro... Isso também acontece aqui. A gente sempre acha que Moisés lançou todas as pragas, mas isso não é verdade. Algumas vezes, Arão tomava o cajado e castigava o Egito! Curiosamente, Arão e Moisés tiveram 3 participações diretas, e 1 em conjunto. Em 3 outras ocasiões, Deus agiu sem intermediários! Todo mundo empatado:

Desafio365 - As Pragas Do Egito (Tabela)

Pragas, pra quê te quero?

Deus deixa bem claro qual era o objetivo das Suas atitudes diante do Faraó: 

- Deus queria castigar o Egito pelo o que tinha feito com Seu povo (7:4).
- Todos ficariam sabendo que Deus é poderoso (7:5, 17; 9:14-16; 10:2).
- Os egípcios reconheceriam que o Deus de Israel é forte e O temeriam (8:19, 22; 9:7, 27; 10:7,16-17).
- Os egípcios passariam a respeitar o povo de Israel (11:3).

Outro detalhe: As pragas mostravam também o poder de Deus sobre os deuses egípcios. O rio Nilo, por exemplo, era adorado como um deus. Assim como as rãs, os gafanhotos e as vacas!!!